Os headliners sempre estarão lá. Massive Attack, conhecido por seu som trip-hop dublado, em seu tão esperado retorno. Gorillaz, misturando rock alternativo, hip-hop e música eletrônica, entrando em algo completamente novo com The Mountain. KNEECAP com sua energia crua do hip-hop irlandês e seu novo álbum. Você já sabe que esses conjuntos serão entregues.
Mas a verdadeira magia do Primavera Sound também acontece além do palco principal, quando você acompanha o barulho, confia no embate de horários e entra em uma barraca sem saber o que esperar.
Aqui está quem encontrar lá.
Emmy Curl:
Se alguém procura algo único no cartaz, Emmy Curl, nascida e criada nas montanhas de Vila Real, destaca-se pela sua mistura única de raízes celtas portuguesas e lusitanas, criando um universo musical cativante que reconecta melodias tradicionais com sonoridades modernas, tornando-a imperdível para quem procura algo diferente.
Com uma carreira de 20 anos (começou aos 15), Emmy tem a missão de lembrar a Portugal que a música tradicional é mais do que apenas fado. Ela incorpora esta mensagem, revivendo sons celtas que foram negligenciados nas narrativas convencionais. É importante notar que o povo celta já estava presente na região muito antes da Irlanda e a música portuguesa tem profundas ligações às tradições celtas, visto que o povo lusitano era de origem celta.
Durante o seu concerto no Primavera Sound, o público pode esperar uma experiência hipnótica. Será como se você estivesse sendo sugado para um mundo de sonho, com uma mistura de seus vocais crus e guitarra clássica, além de explosões de camadas eletrônicas e coros gravados.
Gelli Haha:
Descrita como uma “metamorfo/acrobata sonora”, ela construiu uma reputação baseada na imprevisibilidade, teatralidade e uma energia que flutua entre a exuberância infantil e a intensidade avassaladora.
Sua estética visual baseia-se em uma paleta de cores hiperpop e nas tradições camp da arte performática dos anos 1970 e 80, inspirada em figuras como Klaus Nomi, Leigh Bowery e nos momentos mais teatrais de Grace Jones. Embora seu estilo seja de fato maximalista, ele carrega uma forte ironia. Ela não se leva muito a sério, mas sua habilidade técnica reflete o nível de alguém que ensaiou extensivamente.
Gelli Haha está na interseção entre a arte obscura e o potencial apelo mainstream, e foi considerada uma das Artistas Revelações do Ano em 2025. Em suas próprias palavras: "Construímos um show que é divertido, bobo e vivo! Mal posso esperar para que mais pessoas se juntem ao experimento." O termo "experimento" é intencional. Ela convida seu público não apenas a assistir, mas a participar de uma experiência dinâmica repleta de dança, cor, barulho e muito carinho.
É imperdível!
Criolo, Amaro Freitas e Dino D'Santiago:
A colaboração de Criolo, Amaro Freitas e Dino D'Santiago exemplifica o espírito do festival de ultrapassar fronteiras e misturar géneros, inspirando admiração e expectativa nos participantes.
Este projecto teve origem em Lisboa durante uma sessão de estúdio que produziu a música "Esperança". Meses depois, a faixa foi indicada ao Grammy Latino de Melhor Canção em Português. Após esse sucesso, o trio continuou a colaborar, dividindo suas sessões de gravação entre Rio de Janeiro, Recife, São Paulo e Lisboa, resultando em um álbum autointitulado de 12 faixas.
Estamos ansiosos por testemunhar este diálogo entre gigantes que optaram por falar a mesma língua. Promete ser inesquecível.
Modelo/Atriz:
Presença. Unhas compridas. Pulsante. Diversão. Perturbador. Gay. Às vezes, desconfortavelmente identificável. O rock industrial nunca pareceu tão estranho. A música toca como o lado negro de um álbum diva-gay essencial – distorcido, sombrio e cru de uma forma que ressoa profundamente.
Modelo/Atriz não apenas atua; eles assumem o controle. Seu segundo álbum, Pirouette, baseia-se no ruído industrial de seu álbum de estreia, Dogsbody, trocando um pouco de coragem pela melodia, mantendo a intensidade. O resultado é um grito de guerra subversivo: excitado, ultrajante, delicado, estranho e pronto para romper barreiras a qualquer momento. Homoerotismo dadaísta, hedonismo, auto-hipocrisia, dor e euforia. Tudo entregue sem remorso.
Joey Valence e Brae:
Joey Valence e Brae são os revivalistas dos anos 2000, os punks DIY e o equivalente dos Beastie Boys na era da Internet. Eles personificam o garoto que se sentava no fundo da sala de aula, não porque fosse um problema, mas porque estava ocupado desenhando quadrinhos em vez de fazer anotações.
A dupla costuma ser rotulada como o “próximo Beastie Boys” e, embora adotem orgulhosamente essa influência, estão longe de ser um ato de tributo. Suas letras fornecem um tesouro para as mentes da Geração Z, com referências a memes, bobagens, Squilliam Tentacles, Roblox, Bowser e John Cena.
Duquesa:
Nascida Jeysa Ribeiro Conceição em 2000 em Feira de Santana, Bahia, Duquesa é uma artista que vale a pena celebrar: musicalmente destemida, visualmente intencional e politicamente engajada sem ser enfadonha.
Seu nome, Duquesa, que significa “Duquesa”, é uma declaração de seu valor desde o início, e ela passou os últimos anos provando que merece o título.
Duquesa não se limita a um gênero. Seu som varia entre rap, R&B, house, indie rock e ritmos afro-diaspóricos. Ela não é uma “rapper” no sentido tradicional; em vez disso, ela é uma vocalista que entende que o gênero é apenas uma sugestão, não uma regra.
Sua recente atuação no Tiny Desk Brasil foi inovadora e histórica. Ela se tornou a primeira rapper a se apresentar na série Tiny Desk Brasil e é significativo que a primeira rapper a subir ao palco tenha sido uma mulher. Além disso, ela montou a primeira banda feminina e de maioria negra na história da série, com oito mulheres tocando vocais, teclado, guitarra, bateria, trompete, baixo, backing vocals e DJ.
Este é apenas um vislumbre do que vive além do palco principal.
Então aqui está uma playlist para levar com você!
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